Politicamente Correto

Assusta muito essa política exacerbada do “politicamente correto”. Para todas as coisas na vida, há momentos e, infelizmente as pessoas confundem o bom senso, ideal e indispensável a todos com a imagem do politicamente correto.
Sinceramente, não sei o que é pior: um “eco chato” ou um “politicamente correto”.
O que diriam Elias Regina vendo-a cantar “nega do cabelo duro, quando é o pente que te penteia”, ou quiçá o nosso “mulato inzoneiro”.
Estamos caminhando para um retardo mental tamanho que, não espantaria nada ver cidade como nova nomenclatura. Que tal “São José do Rio Afro Interiorano”? Rio Preto? Jamais! É deselegante!
Ou melhor, vamos começar da infância e ensinar aos nossos filhos sobre o “Afrinho do pastoreio”. Vamos “afrodencizar” geral. Afinal de contas, em especial ao tom de pele, não é mais a melanina que dita a cor do indivíduo. Agora, de acordo com as regras do nosso governo politicamente correto, a pergunta padrão é “O Senhor se considera: branco, afro descendente, pardo, amarelo ou índio?”
Caracas. O mundo está perdido, mas forçar a barra de um país com culturas de acerca do tratamento com preto, negro e afins, não muda os mais de 300 anos sobre açoites e muito menos diminui o preconceito.
O preconceito racial, em foco, não vai sumir com essa nova ideologia. Do contrário, só vai fomentar mais a massa dos comediantes, do Stand up Comedy, etc.
Preto velho? Jamais. Vamos reformular os terreiros para “Afro da melhor idade”. Petróleo? Nunca. Agora será combustível afro-sustentável!
E ah, quando você estiver cansado. Nada de dizer que a coisa “tá preta”. A coisa está no máximo “afro brasileira”.
Enquanto milhares de crianças morrem todos os dias sob o manto espoliado de nossa nação, outros tantos ficam desempregados, à margem de uma economia dos “Titãs” do Capital, infelizmente, àqueles que entregamos nosso poder têm preocupações maiores como “neopolitizar corretamente” aquilo que é imutável, pela própria essência.
É de lascar. E dane-se se é ou não politicamente correto. Verdade é verdade. Bonitinha ou não. Fale e se faça entender, o resto é desocupação em seu mais alto grau.