A dama de Protasio

A dama de Protasio

Trajano tão humildes vestes;
A dama de Protásio, Filho,
Cresceu e se apresenta farta;
De sorte que amiúde encanto;
Guarda desde o ventre seu,
Milhares de rebentos, fito.

 

Quiçá quando noite chegar;

E o véu da madrugada desperta;

Cintilar tão fina sorte, pantaneira;

Restais sóbria e diligente, sempre

Crendo na força que te move e faz;

Ser destes filhos tantos, mãe.

 

Assim, como preparas o caminho;

Instrua-me a não errar contigo;

Pois nem só de brilha cobre vive;

Os homens e a dama que ascendes.

O nosso futuro é hoje.

O nosso caminho, agora.

 

Então chama o poeta o artista:

Alguma coisa acontece no meu coração

Mesmo sem tal Ipiranga, avenida ou São João.

Aqui vou de Olintho, Muller e Congro;

Mas, nada me ganha a metade;

Que vê-la sonhar acordada;

Que vê-la crescendo tão farta;

Banhando seus filhos em ouro;

Nas águas de suas lagoas.

 

Michael Wendder – Direitos Reservados