GALERA, cantando os pingos d'águas desta chuva;
Uma canção de novo Tom que crio, aqui, parado.
Eu, mesmo sem Jobim, desafinado intento;
Roubar dos lábios teus, este sorriso, agora.
Quiçá , alguns tantos desapercebidos, ditos são;
Lendo nossos traços aparentes, nos chamem loucos;
E acertem, assim, estes estados irreverentes, nossos;
Antes loucos de senso que livres guiados sem visão;
Afinal de contas, quem precisa ser normal? Igual?
Somos irmãos de alma e não imas de geladeira.
Somos o que somos. As tais coisas “sem”preço.
Para todas as outras existe o que mesmo?
Eu rio de felicidades. Eu oceano de Djavans;
E sigo, vendo o seu milagre acontecer, somente!
CAETANO, essa canção que hoje faço em versos;
É só pra dizer e diz, o quanto de viver existe neste,
Seu, tão nosso e extraordinário prodígio, sabes?
Por fim, ou CILLA teu amor por nós, pra sempre;
Ou firme-o onde jamais possa ser quebrado;
De sorte que, até o maior dos seres reverencie
O bálsamo desta sua imprescritível companhia.
Eu amo a loucura. Só tenho medo de tornar, são!
Michael Wendder – Direitos Reservados!
Linhas gentilmente escritas e dedicas à Ilma Dra. Ancilla Caetano Galera