Eu tenho um coração, agora.
Não daqueles de carne e osso tão comum;
Não àqueles abobados de paixão sem causa;
Não sofrido, nem atado, nem morridamente esquecido.
Há graças e milagres tantos qu’inda virão;
Que as próximas gerações, olhar-nos-á, abastadas.
Grande como a palma da mão do Deus que cremos;
E pequeno como os detalhes mais minuciosos,
Este coração que tenho, agora, tão certo como ar;
Que hoje inflama este vivo peito adquirido;
Diz num silêncio mais que os anjos todos numa eternidade;
E ainda que pudesse, a régua do exacerbo mensurar;
Este calor humano que ninguém explica,
Tal dimensão seria falha e sem precisão alguma.
Este amor não é evento, acontece!
Por fim, Senhora, amanhã, tão cedo
Quando este hoje derramar-se aos teus olhos;
Olhais pela fecunda sorte adquira e sorris, comigo
Pois, eu tenho um coração, agora! Certamente seu!
Roubado, mas completo. Aconteceu, não?
Então, silêncio. Psiu! Não diga nada,
Apenas deixe o mundo felicitar;
Nossos eternos, 10, 11, 12 de junho.
Michael Wendder – Direitos Reservados
Linhas gentilmente escritas à G.U.M.