12 de junho

12 de junho

Eu tenho um coração, agora.

Não daqueles de carne e osso tão comum;

Não àqueles abobados de paixão sem causa;

Não sofrido, nem atado, nem morridamente esquecido.

Há graças e milagres tantos qu’inda virão;

Que as próximas gerações, olhar-nos-á, abastadas.

 

Grande como a palma da mão do Deus que cremos;

E pequeno como os detalhes mais minuciosos,

Este coração que tenho, agora, tão certo como ar;

Que hoje inflama este vivo peito adquirido;

Diz num silêncio mais que os anjos todos numa eternidade;

E ainda que pudesse, a régua do exacerbo mensurar;

Este calor humano que ninguém explica,

Tal dimensão seria falha e sem precisão alguma.

Este amor não é evento, acontece!

 

Por fim, Senhora, amanhã, tão cedo

Quando este hoje derramar-se aos teus olhos;

Olhais pela fecunda sorte adquira e sorris, comigo

Pois, eu tenho um coração, agora! Certamente seu!

Roubado, mas completo. Aconteceu, não?

 

Então, silêncio. Psiu! Não diga nada,

Apenas deixe o mundo felicitar;

Nossos eternos, 10, 11, 12 de junho.

 

 

Michael Wendder – Direitos Reservados

 

Linhas gentilmente escritas à G.U.M.