13 de maio

13 de maio

Havia uma esperança presa na garganta;
Uma vontade firme que em segredo;
Fez por pra fora, os sons da intolerância;
E do Brasil, a terra de guerreiros.
Que chora a perda do ontem marcado;
Pelo chicote que sangrando, grita
O som de maio aos treze dias,
Da liberdade sem chinelo e saia.

E fomos livres no papel , rainha;
Minha senzala , hoje é mais feral;
Pois não tem tranca, portas, chaves
Ou capitão armado, por ae.
Minha senzala, hoje, é social.
Pois numa terra onde há tantos filhos
Nêgo, quase sempre, não é irmão!

Dado do Palácio do Rio de Janeiro,
Aos treze de maio de 1988.

 

Michael Wendder - Direitos Reservados