As guerras são tentativas frustradas de paz
Que não se iram e nem perdoam a si ou nós
Que se desenham num chão sem solo ou giz
E que violam algum discurso demagogo de amanhã.
Hoje que voz das sobras ainda alcança o altar de sangue;
Clame ao deus profano pra que estanque esta mácula.
Em nome de que ou quem se mata e prostitui a vida?
Que deus é esse que precisa de canhões e armas pra vencer?
Que usa pétalas de berço e sonhos como escudo de ganância?
Que raio de deus é esse? ele salva? Cura? Estabiliza a economia?
Ele gera empregos e te chama de filho da nação? Que patético!
As guerras são deuses por si só e escravizam seus dominadores
Os tantos deuses do poder de hoje, são meros espectros de ontem.
Mas, de que adianta? Eles nunca aprenderam a ser livres.
Liberdade pra que quando se tem o tudo de tijolo na parede?
Voar da medo. Mas, saltar no abismo é prazeroso.
Alguém iludido aplaude um poder que nunca teve ou terá
Chora pela perda de um querido amigo ou irmão que era
Blasfema contra terrorismo e quase mata um no transito
Das ruas em julgado de vias e lides a fora.
Camisas brancas pela paz sem atitude interna,
São fezes exterior guardadas. A construção vem de baixo.
E a paz, de berço, de dentro de nossas raízes.
Você não precisa amar a minha perfeição tão simples e fácil
Só precisa me aceitar nos meus defeitos e sonhos impossíveis
Baste que para tanto em minha memória insana e abastada
Os folguedos de mutua tolerância resplandeçam na aurora
A certeza de que fomos mais que discurseiros natos.
Era uma vez a guerra. É de vez em sempre, a paz! Quiçá?
Michael Wendder - Direitos Reservados