As nossas guerras!

As nossas guerras!

As guerras são tentativas frustradas de paz

Que não se iram e nem perdoam a si ou nós

Que se desenham num chão sem solo ou giz

E que violam algum discurso demagogo de amanhã.

 

Hoje que voz das sobras ainda alcança o altar de sangue;

Clame ao deus profano pra que estanque esta mácula.

Em nome de que ou quem se mata e prostitui a vida?

Que deus é esse que precisa de canhões e armas pra vencer?

Que usa pétalas de berço e sonhos como escudo de ganância?

Que raio de deus é esse? ele salva? Cura? Estabiliza a economia?

Ele gera empregos e te chama de filho da nação? Que patético!

 

As guerras são deuses por si só e escravizam seus dominadores

Os tantos deuses do poder de hoje, são meros espectros de ontem.

Mas, de que adianta? Eles nunca aprenderam a ser livres.

Liberdade pra que quando se tem o tudo de tijolo na parede?

Voar da medo. Mas, saltar no abismo é prazeroso.

 

Alguém iludido aplaude um poder que nunca teve ou terá

Chora pela perda de um querido amigo ou irmão que era

Blasfema contra terrorismo e quase mata um no transito

Das ruas em julgado de vias e lides a fora.

Camisas brancas pela paz sem atitude interna,

São fezes exterior guardadas. A construção vem de baixo.

E a paz, de berço, de dentro de nossas raízes.

 

Você não precisa amar a minha perfeição tão simples e fácil

Só precisa me aceitar nos meus defeitos e sonhos impossíveis

Baste que para tanto em minha memória insana e abastada

Os folguedos de mutua tolerância resplandeçam na aurora

A certeza de que fomos mais que discurseiros natos.

 

Era uma vez a guerra. É de vez em sempre, a paz! Quiçá?

 

 

Michael Wendder - Direitos Reservados