Doce setembro

Doce setembro

Hoje a minha voz está amargamente destruída;
E o que eu tinha guardado em frascos separados;
Quebraram-se em mil pedaços. Espatifaram-me a calma.
Mas, sim, eu espero o dia que vem após o modo frígido;
E ele está mais perto que se imagina. Hoje minha voz está amarga.
Meus pulsos estão congelando. Amanhã, doce setembro!

O fogo marca. O gelo queima. A fome ataca e;
Nem sempre contraproducente graça;
Deita sobre mim e eu a cânfora de esvazio nós.
Vozes que chamas não consomem ou neves arrebatam;
Olhos como espelhos gerados pra frustrar o mal comento;
Bailam-me as vistas de nada e coisa alguma.
Mas, amanhã há de vir meu setembro.

 

Então, grande vil molambento: Pra ti, resto apenas: Lamento!

Amanhã é meu hoje: setembro!



Michael Wendder - Direitos Reservados