Um dia a mais;
Rasguei o verbo santuário aprendido;
Com a mesma empáfia que reconstruí o véu do templo;
E não tão diferente do litúrgico vernáculo;
Pus-me a celebrar essa insolência herege;
Em nome de Deus? Não! Em nome do amor. Em nome do amor
Uma noite a mais de insônia;
Ninei meus vespertinos pensamentos nesse bálsamo;
E com o ungüento dele espaçando a atmosfera;
Quis segurar o choro jubilar que felizmente explodiu a face;
Por causa de eu? Não! Por causa do amor. Em nome do amor
Um quê a mais;
Na verdade um alfabeto inteiro de letras e composições às claras;
Que ao menor toque da caneta ao papel, dão ao escriba;
A mais bela conexão entre a vida, o além e os céus e quem diria:
É por que causa do amor? Sim, é em nome do amor, definitivamente!
Com tanto que este entenda o que está dizendo;
E que esse saiba traduzi-lo, haverá sempre gerações crescendo,
Multiplicando, vivendo e revivendo: Em nome do amor.
Michael Wendder – Direitos Reservados