Enquanto o vento frio soprava;
Três ou quatro sons aos meus ouvidos;
Lá fora todos dormiam quietos e;
Eu aqui riscando as linhas desta madrugada;
Que só o tempo poderá dizê-la minha ou não;
Que só o tempo poderá dizer se há ainda mais amor.
Debruçado sobre as letras que se juntam;
Esparramo meu desejo em versos laicos;
Que reversos refletidos, tua face;
Vejo e requeiro vê-la mais, aqui comigo.
Então, como bom imperfeito que sou;
Atino que haverá melhor deleite:
Mesmo que a chuva lave a minha pele,
Ou leve rio abaixo meu poema;
Minha inspiração irá comigo eternidade afora.
Você está comigo, eterno, aqui, agora.
São duas da manhã ou três pra's quatro;
Mas quem nota as horas ou a chuva?
O vento frio da noite ou silêncio dos anjos?
Todas as coisas que hoje se apresentam,
São belezas prontas que nascem da minha loucura;
Mas que jamais se perdem no seu carinho;
E enquanto a noite segue e vai embora,
Eu vou tentar ninar meu ego e te esperar;
Ser completamente meu devaneio mais real.
Michael Wendder - Direitos reservados