Há tempos não provando dissabores;
Um certo mezanino vem a testa;
Assim como eu, sem rumo, despencando;
Deus, a boa coisa ainda haverá?
É certo que fechando-se as portas;
Umidas com suas tintas frescas ou;
Secas vadiantes e montadas;
Aguardo o milagreiro renascer.
Ainda que incerto este amanhã;
Requeira abraçar-me o milagreiro;
Deus, a boa coisa, inda haverá?
Quisera tanta sensação volátil;
Trombar à sombra clara do destino;
Quando dele não espera vil nobreza;
Quando até viver aqui, só dá tristeza;
Insisto em perturbar a paz do Grande:
Deus, a boa coisa, inda haverá?
Michael Wendder - Direitos Reservados
Inda haverá?