De todas as coisas, apenas três suportaram:
O peso da cruz, a dor do adeus e fim da noite.
Uma após outra, elas insistiam em lutar;
Mesmo cansadas, exultavam a glória futura;
Que mortal nenhum descreve com palavras;
Que imortal nenhum alcança com as asas.
Apenas sentem os arrepios na pele e choram.
Posto que as chamas do destino não cessam;
Tão-pouco aliviam essa vontade de amar;
Exageradamente, então, elas se atraem.
Desatinam mais que eu por nós, calados!
De todas as coisas que aqui restam,
Apenas uma embriaga a memória;
Somente uma me assusta, agora;
Porque depois da meia noite quando vais,
E teu perfume acena ao longe: voltarei;
Enfim, eu torno esse sonho em um só gole.
Ainda que por poucas horas ou minutos;
Não sei já se, é melhor sonhar ou viver;
Posto que as lacunas desta entranhas cede;
E insiste em correr na contramão.
Exageradamente, então, eles se traem.
Mais tímidos que nunca dizendo tudo;
E não falando nada, mas sempre perfeitos.
Ainda que em toda essa vã limitação do olhar.
De todas as palavras eu quis dizer do mundo;
Nenhuma se compara à que expresso a você:
Obrigado por ontem, hoje e sempre!
Michaell Wendder - Direitos Reservados