Meu ar, tu

Meu ar, tu

 

Declaro que meus dias de renúncias acabaram, todos.

E o domínio do acaso sobre este peito disse mais que imaginava;

Guardo a ti no cerne da minh’alma, pois no coração não basta

Esse um dia vai cessar. Minh’alma é imortal e é lá que a ti guardado

 

Eu era cego, agora vejo pelo brilho dos teus olhos o horizonte

Lá no fim da ultima linha que deita sobre a tarde, espero vislumbrar

O reflexo da tua face abraçar este audaz grão de areia: pequeno-gigante;

 

Meu ar, tu: o sentimento mais puro que adoro, hoje e sempre

Resistirei ao tempo, às causas, as circunstancias para tê-lo aqui

Sem perder o brilho e a intensidade dessa tua jóia: Espero.

 

Hoje sei que a pior das cegueiras é a escuridão da alma;

Que limita seu carinho a distancia ou a óbices revoltos;

Mas, descanso em meu carvalho que a cada nova tempestade;

Mas forte fica e continua imponente: Meu ar, tu e que atmosfera!

 

Michael Wendder - Direitos reservados