Meu Ne me quitte pas

Meu Ne me quitte pas

Amigo, nunca me deixe.

Quiçá na morte, por ser inevitável,

Um dia eu retire destes teus cuidados,

Um ou dois milhões de lágrimas.

Mas, não chores. É a vida, ainda que se resfriando e indo.

 

A noite não morre ao descanso do sol,

Nem velam as estrelas por um dia findo eterno

E como o sol sempre renasce, aqui ou no paraíso;

Hoje, amanhã e sempre: A espera não mata a esperança!

E a saudades não fogirão à lembrança: Nunca!

 

Ah, meu velho e bom amigo. Risco e rabisco este papel.

Meio que num canto triste ou de adeus pra alguns;

Mas, no teor é mais profundo. É uma declaração de paz

Não é um pedido, é uma honra destacar este porque de;

Por favor, nunca me deixe! Nunca, por favor, me deixe!

 

Eu sei que nesta terra ninguém fica pra semente

E não espero renascer no solo do teu coração;

Só renasce aquilo que deixou de produzir.

E eu bem sei que minhas raízes vão guardadas nos teus atos;

 

Nunca me deixe, ainda na morte tão cruel e certa a todos nós, amigo.

Se possível, me leve com carinho ao jardim das tuas lembranças

E cerque-as com toda esta devoção que em ti tenho, pulsante.

Regue-as com as pétalas uniformes de uma eternidade grata

Que ganho sempre, hoje, agora e ganharei de contínuo;

Esteja onde eu estiver, toda vez que minha alma irreverente,

Gratamente balbuciar teu nome: Luis Aurélio Valentim de Paula, o AMIGO.

 

Michael Wendder - Direitos Reservados

 

Estas linhas foram gentimente escritas e dedicadas a uma das pessoas mais grandiosas que já tive o prazer de conhecer e, o melhor, sermos amigos. Aristóteles uma vez disse que ter amigos é ter dois corações em uma só alma. Acertou em cheio o conceito do sábio mestre. Entrementes vou além e digo que ter amigos é ter a certeza que haverá esperança. Independente do amanhã, do tempo, das crises. Meu amigo, meu espelho do amanhã! Uma vez mais, ao amigo Luiz Aurélio, minhas considerações, registre-se.