Não sou tão tolo quanto tua cisma tece;
Nem tão raso de nudez que a eu carece;
Não tão morto, incapaz de ser "a prece"
Nem tão frio que de nada sente, aquece.
Pra que tamanhas ditas, tu guarnecesses?
Porque, haverá alguém que o apetecesses?
Pra que tanto mistério, enlouquesses?
Porque teu ser interno tu aborresses?
Sim, eu sou a tua fé: Professe.
Mim, o que tua sina esquece e,
Sim, o mal que te embriaga: expresse!
Eu, este perdido seu menino, apresse;
Mim, àquele velho que pra ti falece!
Eu, que sou completamente teu. Confesse!
Michael Wendder - Direitos reservados
Não basta amar: Expresse!