Dizem das minhas canções sem ritmo;
Que não tocarão a ninguém e a nada;
E ainda, zombam das tardes e noites que passo;
Gerando um verso no ventre da alma;
Que de certo e amiúde modo, se expressa;
Nas suas maiores verdades e suas menores mentiras.
Dizem das letras sem traços; minhas;
Que são devaneios distantes;
Sem riscar o papel do feito escrita;
Inventando um mundo galante;
Do silêncio dos anjos ou homens?
Mentindo, amando ou matando?
Dizem que estou viajando.
Mas, dizem que querem carona;
Viver, não é um mar de renuncias?
Pra que tanta busca humana?
Pra que tanta sede por grana,
Nas suas maiores verdades e suas menores mentiras?
Para que, diz por fim: ironias?
Michael Wendder – Direitos Reservados