Nada além de uma promessa

Nada além de uma promessa

 

Os meus planos de amanhã solar declinam;

E alguns sonhos infantes de felicidade fogem;

Quem apagou a vela da nau que prosseguia?

Quem desenhou o cantinho de luz no escuro?

 

Às vezes, quando as tempestades sucumbem este ar;

E calmaria prostra-se ante o desespero dest’alma errante;

Aos berros, meu equilibrado mundo entra em erupção;

E nem todos os solos seriam capaz de fixá-lo. Nenhum.

 

Todas as vezes que o meu passado insiste em ser presente;

Sem laços ou de conteúdo terno, tal qual é o hoje;

E as repulsas de um indigesto aroma tornam este ser suplanto;

Minha febre de mim renasce matando o eu posso.

 

Eu paro. Reconheço e sorrio um alegre: obrigado!

Nada além de uma promessa: esta nossa vida.

Então, pra que ter medo do desconhecido se ele é tão real

Descansa minh’alma no papai, porque bem cedo ele virá.

 Sim, Ele virá. O próprio sol da Justiça: virá.

 

Michael Wendder – Direitos reservados