Ontem eu queria que o mundo parasse;
Que terra girasse bem menos veloz;
Que o mundo calasse e ouvisse eu, nós;
Eu queria acordar e dormir, te olhando.
Sem medo, em segredo, assim, te amando.
O amor para muitos é coisa profana;
De um filme, de tato, de pele ou cama;
Versos de um reverso que pouco encanta.
Vida sem essência que nada arrebata.
Já no lar dos pequeninos-grandes;
O amor é tijolinho após tijolo;
É ver seus olhos refletindo algum mistério;
Que anjo algum capta, mas que vive ali.
É ter razões para gritar no vácuo
E ser ouvido por galáxias e povos;
É atrasar os ponteiros dos tempos
E abrir as janelas dos sonhos.
Ontem eu queria que o mundo parasse;
Hoje, que o sol nasceu sorrindo e;
Eu esperarei teus três, meia, zero, dias.
Nada melhor que o silêncio!
“Na boa, velho, isso é bom demais”.
Mchael Wendder - Direitos reservados