Inicio vestibular incoativa;
Em tão exacerbada régua;
Que a gênese preludial do Lácio;
Primeva para um reino surdo e tolo;
Cujo ingresso inaugural "de arranque"
Falha aos homens e mulheres calejados.
Intróito prologal diluculando;
Já feita tão preambular premissa;
Dessume-se desta exordial primeira;
Que tal prefacial nos cansa.
Prodômica ou umbilical, que seja.
Assim, tão atrial latim gastado;
Se prostra ensandecido ante àquele
Cujo pórtico em assaz, perturba o santo;
E lindo resta o reverencial quedado.
Uma eloquência muita que não fala;
É como a mãe de um deus que nunca amou;
Ou água que nunca se encharcou;
Ou tudo junto e misturado, vendo
E nada creditando.
Pedi, pedi, quiçá não seja inepta;
A vossa oração sem intimidade;
O vosso santuário sem a causa;
O nossa flor cantante inglória.
Tão bela que ao patético se espelha;
Tão cega que a Bartimeu puérpera;
Tão príncipe que a sapo se assemelha.
De que tanto adianta gastar elas?
Acaso é pai dos burros, magistrado?
Bastantes vãos barulhos para pouco.
Vinte e vários versos pra chamar de inicial?
Uma erudição tamanha não sobeja
Faz-se inteligível e ponto.
Michael Wendder - Direitos reservados