Eu queria te amar só a metade que amo;
Quem sabe assim, eu tão humildemente;
Teria tempo para me dedicar ao mundo;
De acordar mais cedo ou dormir mais tarde.
Sim, como eu queria te amar a face de uma gota;
Ou a enésima parte ínfima de um sopro cadente;
De um átomo, totalmente descarregado, caindo.
Eu queria na verdade nunca ter amor sobrando;
O meu seria tão bom pra minhas dores e feridas;
Quiçá a vaga pluma de poder e contenção exista.
Por favor, me encontre antes da partida, do adeus.
Já não sei o que dói mais na pele: o cheiro da rosa
Ou o calor do seu carinho entre espinhos cravejados;
Por todos os lugares que tento não olhar como agora
Na vasta e até então, exclusiva parede do meu coração.
Maicon de Paula