Caminhando. Esses são os pés da humanidade: nós, os outros.
Avançando os desafios postos e, ainda que com medo, sempre avante.
Resta saber a final, à que viemos ao mundo dos anjos imperfeitos.
Viver. Essa é a missão primeira e finda que estes pés aprendem;
Alguém me ajuda quando eles cansarem e não puder prosseguir?
Logo que a friorenta manhã desperta acordar, não êxite: caminhe:
Homem, pra que temer os dias de sol escondido e de céu sem estrelas?
O caminho certo nem sempre é o mais fácil, mas nunca deixes de andar!
Sangue frio e coração quente nas veias. Os passos vão multiplicando;
Enquanto for assim, eu não mudarei a rota. Irei prosseguir na estrada
Um passo por vez. Um verão por ano. Uma vida pela frente. Pressa?
Ganha mais quem constrói seu edifício sobre rochas que sobre areais;
Isto é meu espírito agora: íntimo e parturiente pela nossa liberdade!
Recorro a eu em versos e a ti em atos. É sublime cismar o nós! Caminhe!
Dizem do fim desta via: Valerá tanto a pena o intento? Diz ae, poeta!
Os riscos do louco à amante chegará ao final a um consenso? Diz ae, poeta!
Rio. São tantas as perguntas e, eu só quero caminhar. Vambora ser feliz!
Caminhando eu descobrirei o que há em sua estrada só pra me perder nos teus caminhos
Dizer mais o quê? Vambora ser feliz que o resto a estrada mostra, a vida ensina!
Michael Wendder - Direitos reservados