Vamos à mar, amor!

Vamos à mar, amor!

 

Sem mais delongas e demoras;

Eu olho pra chuvas varrendo esta imatura mocidade,

E tenho saudades daqueles detalhes que dissemos deitamos

Enquanto o vento sussurrava palavras que nunca saberemos ler;

Mas, ao fim dos pingos que diziam notas dissonantes e afins,

Pudemos claramente vislumbrar o quanto de aroma ainda havia e há;

Toda vez que o solo deste coração é regado pelas chuvas desse presente;

Não diga mais nada. Não diga de versos o que eu já sei de atos;

É exatamente por isso que eu te amo: Existe de fato essa cena!

 

Sem mais delongas e demoras; Ouça a minha voz.

Encharco minhas lágrimas de tua graças e terei rir, hei, novamente

Por fim, meu bem, nunca deixastes de regar a planta desta entranha;

Mesmo com tantas águas jorrando às voltas tantas que há agosto;

Você não erra me amando ou acerta, assim, com medos;

Você simples e pitorescamente se apresenta: sobrenatural.

 

Pra que ter medo de errar, não precisamos ser perfeitos, só nós mesmos!

Sem mais esperas, já gastei meus nove meses. Vamos amor, à mar, amar!

 

Michael Wendder - Direitos Reservados