Sem mais delongas e demoras;
Eu olho pra chuvas varrendo esta imatura mocidade,
E tenho saudades daqueles detalhes que dissemos deitamos
Enquanto o vento sussurrava palavras que nunca saberemos ler;
Mas, ao fim dos pingos que diziam notas dissonantes e afins,
Pudemos claramente vislumbrar o quanto de aroma ainda havia e há;
Toda vez que o solo deste coração é regado pelas chuvas desse presente;
Não diga mais nada. Não diga de versos o que eu já sei de atos;
É exatamente por isso que eu te amo: Existe de fato essa cena!
Sem mais delongas e demoras; Ouça a minha voz.
Encharco minhas lágrimas de tua graças e terei rir, hei, novamente
Por fim, meu bem, nunca deixastes de regar a planta desta entranha;
Mesmo com tantas águas jorrando às voltas tantas que há agosto;
Você não erra me amando ou acerta, assim, com medos;
Você simples e pitorescamente se apresenta: sobrenatural.
Pra que ter medo de errar, não precisamos ser perfeitos, só nós mesmos!
Sem mais esperas, já gastei meus nove meses. Vamos amor, à mar, amar!
Michael Wendder - Direitos Reservados