Vede, estou curado!

Vede, estou curado!

Para mim que tanto disse: Não há mais que amor, agora;

Apago a luz dos montes frios e sigo, assim, afora;

Reunindo as cartas de papéis manchados que ganhei e;

Arranhando as tardes deste meu querer inflame de querer.

 

Quem diz mais que quer e precisa ouvir, só mente;

Uma nota solitária sem acorde que deitada dorme;

Entre a pauta de harmonias e sons irritimados;

Diz mais sobre estes riscos que o próprio escriba.

Apresso os passos que quase voam rumo ao norte.

Somente pra gritar uma vez mais: Não há mais que amor, agora

 

Aberto ou fechado. Só saltando pra tocar-me, solo.

Só saltando pra entender-me, aposto! Sou esfinge nua e simples.

Para mim que tanto de amor disse: Vede, estou curado, agora.

 

Michael Wendder - Direitos reservados