Para mim que tanto disse: Não há mais que amor, agora;
Apago a luz dos montes frios e sigo, assim, afora;
Reunindo as cartas de papéis manchados que ganhei e;
Arranhando as tardes deste meu querer inflame de querer.
Quem diz mais que quer e precisa ouvir, só mente;
Uma nota solitária sem acorde que deitada dorme;
Entre a pauta de harmonias e sons irritimados;
Diz mais sobre estes riscos que o próprio escriba.
Apresso os passos que quase voam rumo ao norte.
Somente pra gritar uma vez mais: Não há mais que amor, agora
Aberto ou fechado. Só saltando pra tocar-me, solo.
Só saltando pra entender-me, aposto! Sou esfinge nua e simples.
Para mim que tanto de amor disse: Vede, estou curado, agora.
Michael Wendder - Direitos reservados